Polícia faz operação contra desvio e venda ilegal de armas que movimentou R$ 26 milhões no Amapá
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Segundo as investigações, o tenente aproveitava sua função como responsável pelo armário forte do Fórum de Macapá para desviar armas e munições sob custódia judicial. O agente de segurança cuidava da logística, retirando os armamentos e transportando-os, sempre recebendo em dinheiro vivo. O arsenal era entregue a um armeiro, que mantinha uma oficina clandestina, onde adulterava as armas — raspando numerações — e as vendia por meio de catálogos em aplicativos de mensagens. O destino principal eram facções criminosas, que compravam em massa para armar seus membros. A esposa do tenente atuava no braço financeiro, realizando depósitos fracionados, movimentando valores por meio de laranjas e empresas de fachada, e lavando milhões de reais.