Ferragens expostas e obra parada na Pedra do Guindaste expõem visitantes ao risco em Macapá

 Ferragens expostas e obra parada na Pedra do Guindaste expõem visitantes ao risco em Macapá

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Obra da Pedra do Guindaste que seria finalizada em 19 de março ainda não foi entregue
Prevista inicialmente para ser concluída em 19 de março, a reforma da base da Pedra do Guindaste passou por readequação no cronograma. A Prefeitura de Macapá projeta agora um novo prazo de 30 a 45 dias para a entrega dos trabalhos
Com os serviços paralisados no local, as ferragens instaladas para a própria obra permanecem expostas no Rio Amazonas, gerando alerta sobre a segurança de moradores e turistas.
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O desgaste no cilindro original que sustenta o monumento de São José da pedra do guindaste, é registrado desde 2019.
Para resolver o problema, o município iniciou uma intervenção para substituir a base corroída por uma escultura que simula a rocha original.
Contudo, os trabalhos no rio foram interrompidos, deixando a armação de ferro da nova obra exposta ao tempo e às marés.
Ferragens expostas e obra parada na Pedra do Guindaste expõem visitantes ao risco em Macapá
Isadora Pereira/g1
Risco de acidentes e acesso proibido
Apesar da falta de sinalização de isolamento e do perigo do material exposto, a área continua sendo frequentada.
Em um vídeo gravado por internautas, um homem aparece subindo na estrutura, aparentemente, para tirar fotos.
Homem foi flagrado subindo a estrutura de concreto a pedra do guindaste, em Macapá.
Reprodução/Redes Sociais
A prática é proibida e oferece risco de cortes e quedas nas ferragens, além do perigo de arrastamento durante a subida da maré.
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O que diz a Secretaria de Obras?
Sobre a mudança no cronograma de março, o Secretário Municipal de Obras de Macapá, Leonardo Bruno Craveiro de Oliveira, justificou que a gestão precisou readequar o processo.
“O projeto que veio para a gente era um croqui feito à mão e não dava para documentar. Nós mandamos fazer um projeto novo, com todas as especificações técnicas dentro das normas da arquitetura”, afirmou o secretário.
Secretário de Obras, Leonardo Bruno Craveiro de Oliveira.
Isadora Pereira/g1
Segundo o gestor, foi necessário elaborar um novo projeto técnico dentro das normas de arquitetura antes de dar continuidade aos serviços.
Prazos, custos e maré
Custo da intervenção: R$ 156 mil.
Execução dos serviços: depende da tábua de maré. Quando o nível do rio sobe, os trabalhos ficam restritos à confecção de peças no ateliê do artista responsável.
Segurança da estrutura: a secretaria descarta risco de colapso do monumento.
“Todas as ferragens que estão lá vão ser tratadas. A gente vai fazer o tratamento passando a escova de aço, aplicando o anticorrosivo e depois o recobrimento com concreto. Não há risco estrutural”, disse Oliveira.
Sobre a circulação de pedestres na área, o município informou que estuda instalar grades de proteção provisórias durante as obras, mas reconheceu a dificuldade logística de colocar tapumes dentro do rio.
“Estamos planejando um projeto com o setor de arquitetura urbana para fazer um trapiche de acesso, permitindo que as pessoas possam se aproximar e ver mais de perto a escultura de São José”, falou.
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